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CUIDADO COM OS ESPECIALISTAS DE MARKETING DE INSTAGRAM
A necessidade de pessoas comuns e profissionais criarem conteúdo nas redes sociais para “ganhar autoridade” gerou um novo fenômeno: o de “especialistas” totalmente desinformados, criadores de teorias sem nenhum fundamento, mas com grande potencial de afetar as marcas. E, quando o assunto é Marketing, há um em cada esquina.
O grande perigo disso é que uma teoria pode nascer, crescer e ter potencial para reverberar no board das empresas, nas linhas de produção e atrapalhar o trabalho de Marketing. Vou lhe dar dois exemplos: de algum lugar surgiu o mito de que a Coca-Cola Sem Açúcar estaria vendendo mais do que a Coca-Cola Original.
Segundo os “especialistas de Marketing”, esse suposto “fenômeno” acontecia, entre outros motivos, por conta de uma nova geração mais ligada à saudabilidade. Existem várias publicações sobre isso nas redes sociais. Acontece que a Coca-Cola Sem Açúcar está muito longe de chegar perto da Original em vendas.
Mas também vale destacar um caso positivo, para você ter a real dimensão do potencial desses “especialistas”. Neste caso, falamos de um médico dermatologista influenciador com mais de três milhões de seguidores no Instagram, o Dr. Ursinho. Em um vídeo, ele sugeriu produtos para a pele que eram verdadeiros “achados” em termos de custo-benefício.
Entre eles, um sabonete de enxofre da Granado. Um ano e meio depois, a indicação ganhou repercussão em outros perfis, e o produto, que antes vendia 100 mil unidades por mês, passou a vender 1,2 milhão e entrou na lista dos mais vendidos da companhia. Um efeito colateral foi o crescimento de cópias no mercado e a necessidade de a marca se posicionar, mas o “efeito especialista” já estava consumado.
Qual a sua opinião sobre o assunto?