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ATÉ ONDE OS TUTORES VÃO QUANDO O ASSUNTO É MIMAR SEUS PETS
Para alguns tutores, muito não é suficiente. Um tutor, que preferiu não se identificar, encomendou com a empresa de suíça Mayadoro uma coleira feita em couro italiano, ouro maciço de 14 quilates e impressionantes 170 pedras preciosas cravejadas à mão, incluindo diamantes, esmeraldas, safiras, rubis e topázios azuis suíços.
O caso pode parecer extremo, mas é reflexo de uma mudança maior na relação entre tutores e animais: a disposição crescente em gastar mais e oferecer o melhor possível. No Brasil, que é considerado o terceiro país do mundo em número de pets, o segmento faturou quase R$ 78 bilhões em 2025, segundo divulgado pela Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet).
A humanização é tamanha que tutores passam a buscar para os pets tratamentos similares aos que buscam para si mesmos. Um dos setores que mais têm sido transformados por essa relação é a hotelaria, que subiu um degrau: do pet-friendly ao pet-centric, com experiências pensadas especialmente para os animais.
Entre 2020 e 2025, os gastos com produtos para animais de estimação nos EUA aumentaram de US$ 96 bilhões para os US$ 165 bilhões previstos para 2026 pela American Pet Products Association.
Marcas tradicionais como Gucci, Louis Vuitton e Hermès estendem seu trabalho artesanal e acessórios para itens de moda como roupinhas e coleiras, além de passeios e bolsas de transporte que podem chegar a até R$ 25 mil. A Dolce & Gabbana, por exemplo, lançou em 2024 o Fefé, seu primeiro perfume para cães inspirado no poodle de Domenico Dolce.
A socialite Paris Hilton, por exemplo, tem uma luxuosa mansão de quase R$ 2 milhões para seus cachorros. Com dois andares, ar-condicionado e uma pequena varanda, a construção de aproximadamente 28 m² foi construída em estilo colonial espanhol, pintada de rosa.
No Palácio Tangará, em São Paulo, os pets têm direito a uma estadia completa. O hotel oferece enxoval com caminha, lençois bordados e cardápio especial. A reserva inclui a taxa pet no valor de R$ 450, dos quais R$ 200 são destinados à ONG Lista de São Francisco. Mesmo quem não for hóspede pode levar seu animalzinho para comer: um menu pet, a R$ 63, traz carne ou frango acompanhado por duas opções de vegetais, como abobrinha ou brócolis.
A Pousada Ayê, no interior de São Paulo, oferece massoterapia canina para alívio de estresse e dores e área zen equipada com chaise longues e balanços dores e área zen equipada com chaise longues e balanços em bangalôs relaxantes.
Em São Paulo, o Zena Cucina, comandado pelo chef Carlos Bertolazzi, tem um espaço coberto dedicado aos pets. O local oferece um menu completo preparado com ingredientes naturais e integrais. As opções vão de torradinhas (80 g por R$ 12) a massas, com duas opções de gnocchi feitos com cenoura, salsão e caldo de carne.
Já o Fillmore, com unidades na Mooca e no Ipiranga, disponibiliza seis opções de pratos para os pets. São três pratos principais (R$ 12,90 cada), incluindo risoto de carne, galinhada e cozido de lombo, além de três petiscos (R$ 8,90).
No Jardim Churrascada, no Parque Ibirapuera, o conceito vai além do pet-friendly: aos fins de semana, um serviço de dog walker passeia com o pet pelo parque enquanto seus tutores almoçam.
Grandes grifes como Louis Vuitton, sob direção de Pharrell Williams, lançaram coleções de acessórios com coleiras, guias e até uma casinha revestida com o icônico monograma – esta última, custando US$ 60 mil.
Quem segue a tradição de couro também é a Hermès, por meio de coleiras, guias e brinquedos que podem chegar a R$ 16 mil. A proposta é de luxo discreto e durabilidade.
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