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COM ESTOQUE LIMITADO, AV. PAULISTA IMPULSIONA ESCRITÓRIOS EM REGIÕES VIZINHAS
Em meio à escassez de edifícios comerciais modernos, a expectativa é de uma pressão de alta nos preços de locação e o aumento da demanda por escritórios em regiões vizinhas, como a Avenida Rebouças, a Rua da Consolação e o Centro.
Com pouca margem para negociação por parte dos inquilinos, os proprietários de edifícios bem localizados e tecnicamente atualizados devem reajustar os valores pedidos para cima.
Segundo a consultoria, a região da Paulista apresentou crescimento significativo em seu estoque entre 2019 e 2021, com a entrega de três edifícios importantes: Paulista J. Safra Corporate, Jardins J. Safra Corporate e Torre Alameda Santos. Essa expansão elevou a vacância ao seu pico em 2023, ainda sob os efeitos da pandemia de covid-19.
A partir desse momento, houve um processo consistente de recuperação, com a vacância chegando a 4,3% em 2024, uma redução expressiva de 10,8 pontos percentuais desde o pico.
Conforme o levantamento, o perfil de ocupação da região da Paulista revela quatro segmentos predominantes de inquilinos, sendo liderado pelo financeiro, com 36% da ocupação. Principalmente bancos comerciais e múltiplos representam 67% do segmento, um padrão similar à Nova Faria Lima, onde essa categoria representa 32% das operações, porém com distribuição mais equilibrada.
Já o coworking ocupa 11% do estoque da Paulista, devido à infraestrutura consolidada da região com ampla rede de transporte público, restaurantes, serviços de saúde, instituições educacionais e comércio varejista diversificado.
Os segmentos de saúde (8,9%) e educação (8,8%) completam o quadro, sendo o último composto exclusivamente por instituições de ensino superior de alto padrão, enquanto saúde apresenta operação diversificada entre administrativo e planos de saúde (41%), educação médica (30%) e centros médicos (15%), beneficiando-se da proximidade com hospitais da região.
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