MARCAS RECUAM NOS EVENTOS DE DIVERSIDADE

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MARCAS RECUAM NOS EVENTOS DE DIVERSIDADE

Por um tempo, a presença de marcas em movimentos culturais e sociais ligados à diversidade parecia caminhar para se tornar parte permanente das estratégias de comunicação. Paradas do Orgulho LGBTQIAPN+, Feira Preta, eventos de cultura negra e das periferias ocupavam espaços relevantes nos planos de marketing.

Nos últimos anos, porém, organizadores e profissionais do mercado identificam uma mudança. O investimento nesses eventos e movimentos diminuiu, os compromissos foram revistos e algumas marcas deixaram de estar presentes. 

A retração não acontece isoladamente. Na comunicação das marcas, a diversidade também atravessa um momento de recuo. O levantamento mais recente da Buzzmonitor aponta que a representação de grupos diversos chegou ao pior nível desde o início da série histórica, em 2018.  

Entre os 20 maiores anunciantes do País, pessoas negras apareceram em 32,5% das publicações analisadas, diante de uma população brasileira formada por 55% de pretos e pardos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já pessoas LGBTQIAPN+ estiveram em apenas 0,4% das publicações, o menor índice desde o início do monitoramento.  

O dado chama ainda mais atenção porque o afastamento não parece necessariamente acompanhar o comportamento das audiências. Segundo a mesma pesquisa, conteúdos que apresentam diferentes recortes de diversidade registram, em média, quase 30% de mais engajamento orgânico do que aqueles que mostram apenas grupos hegemônicos.  

 

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