MULHERES NA LIDERANÇA

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MULHERES NA LIDERANÇA

Segundo nova pesquisa “Women at the Top”, do Evermonte Institute, frente de pesquisa da consultoria de recrutamento de executivos, apenas 5,2% dos CEOs das companhias brasileiras são mulheres.

As mulheres ocupam 37,7% dos cargos de alta liderança no Brasil, percentual superior à média global, de 32,9%. O país aparece na 12ª posição entre os mercados analisados, o que demonstra avanços em diretorias, vice-presidências e outras funções executivas.

Quando a análise chega aos postos de comando máximo, porém, o cenário muda radicalmente. A baixa presença feminina entre CEOs acompanha outro indicador da governança corporativa brasileira. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), realizada com 390 empresas de capital aberto, mostra que apenas 16,1% dos cargos de administração, que incluem conselhos, diretorias e conselhos fiscais, são ocupados por mulheres. Entre os cargos de gestão, elas representam 30,9%, embora correspondam a 37,8% do quadro total de funcionários dessas companhias.

Os números revelam um fenômeno conhecido como “funil da liderança”: à medida que a carreira avança, a participação feminina diminui. A diferença fica ainda mais evidente quando comparada à formação profissional. Os últimos dados do IBGE mostram que 20,7% das mulheres têm nível superior completo, proporção que entre os homens da mesma faixa etária é de 15,8%. Contudo, essa vantagem educacional ainda não se traduz em presença equivalente nos espaços de decisão empresarial.

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