ROLEX NO JOGO DOS USADOS

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ROLEX NO JOGO DOS USADOS

A Rolex decidiu enfrentar flippers e falsificações de frente. Há três anos, a marca lançou um programa oficial de seminovos certificados — e hoje ele já deve gerar mais de US$ 500 milhões em vendas no ano.

O detalhe mais impressionante: consumidores estão dispostos a pagar, em média, 28% a mais por um relógio usado certificado pela própria Rolex do que por um modelo equivalente sem selo oficial.

Em alguns casos, o usado sai mais caro que o novo. Modelos como o GMT-Master II “Pepsi” passam de US$ 26 mil no mercado certificado, mesmo com preço de vitrine perto de US$ 12 mil.

Curiosamente, a Rolex não busca maximizar lucro direto. A operação fica nas mãos dos revendedores.

O objetivo é outro: proteger a marca, controlar o mercado secundário e sufocar a galera que vive de "flipar" relógios.

Em um setor que movimenta quase US$ 25 bilhões por ano, a Rolex mostra que, no luxo, dominar o pós-venda pode ser tão estratégico quanto vender o relógio novo.

 

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